Hoje contamos seis dias desde o terremoto que devastou Porto-Príncipe. Apesar de todo o cenário de destruição, as buscas por sobreviventes continuam com toda intensidade. Equipes de resgate do mundo inteiro salvam pessoas dos escombros, ajudados pela população local.
No site de relacionamentos Twitter, haitianos pedem notícias de desaparecidos e divulgam pontos onde localizaram pedidos de ajuda de pessoas sob os destroços.
Para além da ajuda humanitária imediata, Estados Unidos, Brasil e União Europeia prometem disponibilizar centenas de milhões de dólares para a reconstrução do país.
O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, aterrisou ontem em Porto-Príncipe para prestar apoio ao povo haitiano. Visitou áreas atingidas, pontos de auxílio médico e também a sede da organização, que foi completamente destruída. Horas mais tarde, um funcionário dinamarquês foi resgatado com vida dos escombros do prédio.
O aeroporto de Porto-Princípe foi reparado para receber aviões, mas encontra-se sobrecarregado; falta gasolina no país para os caminhões de entrega e as estradas estão comprometidas. Apesar das dificuldades logísticas, tudo tem sido feito para que os artigos de primeira necessidade (água potável, medicamentos e comida) sejam entregues às pessoas que precisam: nas ruas, nos assentamentos provisórios, nos hospitais e nos domicílios que ficaram de pé.
Todas as operações de resgate tem sido uma corrida contra o tempo.